Quando a dor fica sem saída
Mas tem precisão de escapar
Na mutação vira líquida
Em gotas vão a rolar…
Quando a dor fica sem saída
Mas já cansou de se calar
Na mutação vira um som
As vezes berra, as vezes basta gritar…
Quando a dor fica sem saída
Mas já cansou de berrar
Na mutação vira um enorme silêncio
Sério, mudo e perigoso de estar…
Quando a dor fica sem saída
Mas já cansou de doer
Na mutação ela cicatriza
Mas a marca jamais vai desaparecer…
Quando a dor fica sem saída
Mas já cansou de em mim morar
Na mutação vira palavra
Vem num poema eternizar…
Josileine Pessoa Ferreira Gonçalves
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