Marcos Pereira

O INTERMINÁVEL TÚNEL SEM LUZ.

Perante as luzes da ribalta, a população brasileira assiste através de um pano preto de lamentações, revoltas e materialismo, a sua própria opção de exterminação.

O fantasma do assolamento se desvenda no dia a dia de uma nação desprovida de direção, educação e discernimento.

Assistimos anômicos, a agonizante tragédia que não é grega, mas sim, da nossa própria ausência de conhecimento e de esperdice para fins de governabilidade.

Os excelentíssimos cidadãos que ocupam cargos de evidência nos poderes existentes, ao invés de lutarem para sanar o grande abismo que se abriu no nosso cotidiano, apenas se preocupam em atacarem abertamente os direitos redigidos na constituição, os quais, o povo acredita que possuem os mesmos direitos.

Perante as últimas evidências, fica cada vez mais claro que o sinal de alerta foi aceso. Tendo como pano de fundo, o interminável túnel sem luz que estamos atravessando.

Talvez, poucos saibam quais são as consequências de uma país sem poderes. Talvez, se tivéssemos lido mais Maquiavel, saberíamos pensar que a verdade efetiva das coisas, se dá pela realidade concreta, observando o modo efetivo que os políticos desenvolvem suas ações e não o que vemos hoje, onde os excelentíssimos cidadãos com foro privilegiado, manipulam os poderes para obterem mais privilégios perante o seu status de intocáveis, levando-nos a pensar: Quem somos? Para onde vamos? O que podemos esperar?

Precisamos entender que a implantação de um modelo societário, é baseado em valores de dignidade e justiça e não de uma balbúrdia generalizada na qual vivemos.

Infelizmente, a existência de grupos e de alguns setores da sociedade, fazem com que vivamos uma não ruptura do atual padrão de acumulação de poderes e de valores, onde esses mesmos grupos, passaram a praticar o ódio livre e explicito por acreditar que o discurso proferido os concede a liberdade e a certeza de impunidade. Assim, permanecemos como uma classe dividida, nos sentindo conforme Nietzsche, descreve: “Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos.”.

O próprio Maquiavel, já dizia: “A política tem pelo menos duas caras. A que se expõe aos olhos do público e a que transita nos bastidores do poder”.

Estamos presos a esses domínios, mas como Carl Jung escreve: “As pessoas farão qualquer coisa, por mais absurda que seja, para evitar encarar suas próprias almas.”  Mas ele também disse: “Aquele que olha para dentro, desperta”.

Marcos Pereira

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