Marcelo Motta

RAÍZES

MARCELO MOTTA

 

RAÍZES

 

         A Bíblia é bem clara no que diz respeito a encarnação citando sua principal passagem em relação a este mesmo tema, tanto criticado e negado por diversos pastores e afins… refere-se ao próprio Cristo como ser encarnado. Vejamos…
          Antes de qualquer outra criação Deus criou seu filho, como consta abaixo:
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”. (João 1:1-3) –  E continua…
          “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”. (João 1:14)
Nesta citação bíblica. “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”.
         Esta faz menção a Cristo agora em Carne, que de acordo com diversos estudiosos seria Miguel, o arcanjo, o u melhor, o único ARCANJO, pois a bíblia n]ao cita mais nenhum ser desta envergadura. Até que se conclui.
         “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo
aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (João 3:16)
           Aqui Cristo vem ao mundo em Carne e osso para salvar a humanidade, ou seja, deixa sua forma espiritual para assumir uma forma humana, sua forma astral ganha corpo, encarna.
          Mas se puxarmos uma segunda linha de raciocínio sobre uma das citações já citadas acima chegaremos a outra conclusão muito mais intrigante… vejamos:
          “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus…” e a seguir: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós”, assim concluímos que Jesus era uma fração do ESPÍRITO do próprio Deus, ou mesmo”.                                                                                                                                             Cristo não era e não foi em essência fruto da carne pela carne, mas da centelha de Deus em um útero carnal. Deus renasce em forma humana. Dá um fragmento a Si Próprio para salvar o mundo. Afinal de contas, não poderia permitir que uma de suas principais criações se perdesse, mas mãos humanas. Dois pontos de vistas, duas interpretações e só uma verdade

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        Como Podemos ter certeza se algo mais nos aguarda após essa vida.
        Ao morrermos tudo realmente se finda? Ou existirá outro mundo ou outros além deste? Seriam nossas vidas histórias fictícias já ocorridas, aonde fomos submetidos a cada uma delas? Seriamos o reflexo no espelho do tempo, refletindo ações há muito distantes e perdidas?
       Com qual finalidade estamos aqui? Tudo isto… Tudo o que vivemos seria somente para reconfortar a dor que momentaneamente nos consome?
       Quem nunca perdeu um parente? Quem nunca perdeu alguém nesta vida? Um pai que perdeu a filha. Uma mãe que perdeu o filho… A esposa que de um momento para o outro se fez viúva. O marido que por ironia do destino se vê na mesma condição. E tantos outros exemplos mais…
       O tempo de vida que temos não passa de uma “brevidade”, menos de cem anos, por vezes muito menos que isso, até que inesperadamente o fato de existimos é sumariamente censurado, e, assim, morrermos.
       Foi o filósofo Sócrates, ainda momentos antes de morrer, que disse: “Todo Homem que chega para aonde vou agora, que enorme esperança não terá de que possuirá ali o que buscamos nesta vida com tanto trabalho! Este é o motivo de que esta viagem que me ordenam me traz tão doce esperança”.
      Séculos antes de Cristo a concepção da imortalidade da alma já se mostrava um fato, entretanto, um de seus alunos, o não menos brilhante, Platão, aprofundou-se nesse tema e fez do mesmo algo muito mais complexo do que Sócrates havia delineado, e antes desta dupla, Tales de Mileto junto com Olecram Attom, se mostraram, por assim, dizer, pioneiros neste conceito, entretanto, é possível que esta definição possa ter sua origem séculos e mais séculos antes de todos estes gênios e doutos na arte da filosofia, e, portanto, terem esboçado suas teses e postulados acerca da mesma.

 O filosofo PLATÃO na imagem acima.

Contudo, a citação atribuída a Sócrates nas linhas acima, tão somente nos reconforta e nos dá o alento de que somos mais que meros humanos. Entretanto, dois conceitos se fazem latentes desde sempre, são eles: REENCARNAÇÃO e RESSURREIÇÃO. Quem acredita em Reencarnação pode igualmente acreditar em Deus, um fato independe do outro. Como também pode não acreditar naquele que tudo Criou, contudo, aquele que acredita na Ressurreição jamais acreditará na reencarnação, entretanto, crê de forma atávica em Deus ou Jeová.
O fato é que tanto uma ideologia como outra há de se fazer, não há para onde correr, diz o dito popular: “onde há fumaça há fogo”. E fica a questão: pode ambas existir? Ou uma anularia a existência da outra?

REENCARNAÇÃO: Existem várias histórias que corroboram este fato.
Situações relatadas por “consciências” que já não se fazem mais
nesse plano carnal e material, e, que se valendo de um “canal”
(um médium ), extravasa as mais diversas experiências, as narrando
com tal eloquência, que é praticamente impossível considerar tais,
como engodo ou fraude, embora haja muitas que soem com um teor imenso de falsidade, porém, outras são de grande relevância e autenticidade, como já foi comprovado no fio do tempo em cada uma delas se fez…
Assim, estas narrativas trazem no seu todo mensagens de quem
foram em vida, bem como para que plano existencial teriam partido
ou chegado. Assim, pessoas de Q.I. atrofiado e mentalidade redundante
sempre irão pensar de forma minimalista, protegendo seus valores éticos e morais bem como os religiosos, em um mimetismo que somente a eles cabe discernir qual é.
Assim reverbera no intimo de cada ser humano a seguinte dualidade: FATO ou LENDA? REALIDADE ou FOLCLORE? Vejamos este aspecto a partir de fatos históricos que se fizeram em diversas épocas da Humanidade e igualmente em diversas culturas, tradições e civilizações…

BRASIL: Região Nordeste. Interior do Estado Baiano. Um povoado que hoje não existe mais. A época foi a de meados da década de 20. Um menino de aproximadamente 14 anos morre ao mergulhar em um rio.
Sua cabeça colide em uma pedra submersa.
A violenta correnteza arrasta seu corpo por centenas e mais centenas de quilômetros. Seu corpo foi encontrado mais de três semanas depois de seu desaparecimento no distante estado do Rio Grande do Sul, preso em um arbusto no rio Chuí.
A família carente não teve condições de transferir o corpo, o que foi realizado pelos órgãos públicos…
Assim, o corpo do menino, José Ribamar Filho, chegou a sua cidade natal com certa demora. O velório transcorreu com o esquife fechado devido ao adiantado estado de decomposição em que o corpo se encontrava.
O pai e a mãe mostravam-se totalmente abalados. Dona Raimunda, mãe do menino, fazia-se em prantos. O pai por outro lado, tentava se fazer de forte, porém, encontrava-se tão ou mais inconformado que sua esposa. Nisso um parente sentado do outro lado deixou escapar este fraseado:
– Nossa! Meu primo era tão novo. Nem teve chance de conhecer a vida que o aguardava. Ele esbanjava   saúde. Chega ser cruel. O que será que Deus quer com essa morte? Dói muito. Dói demais…             – Outro disse:
– Ribinha devia ter perguntas que jamais serão respondidas; Não mais. Ele era um menino cheio de energia. Desenhava e pintava sem nunca ter estudo nada a respeito. Só podia ser um talento dado por Deus. É. Isso mesmo. Deus deu. Deus tirou.Nisso uma súbita corrente de ar cortou o ambiente daquele velório.
A mãe do menino que soluçava enquanto chorava, olhava atentamente para o esquife e teve a latente impressão de ver seu filho de pé, rente ao caixão, observando o próprio rosto. Pelo tênue vidro que separava seu espírito de seu corpo.
Dona Raimundo se levantou chorando totalmente histérica, esticando
o braço e a mão na direção daquela imagem dizendo:

– Meu filho! Meu filho! Você voltou. E após piscar os olhos a imagem sumiu. Foi desagradável, porém, compreensível. A dor de uma mãe que se recusava a se despedir de seu filho. Teria sido imaginação ou teria realmente acontecido; Histeria ou realidade? Teria sido ela vitima de uma epifania ou conseguiu testemunhar o que se passa do outro lado do existir? Quem pode realmente esclarecer este fato? Isso traz à tona o conceito de imortalidade da alma?
Algumas culturas como a dos extintos guerreiros nórdicos e outras mais, incineravam seus mortos em uma pira feita de galhos secos e cipós. Outras delas espalhavam óleos aromáticos e outras essências para atenuar o odor do corpo quando este começava a queimar. Algumas tradições afirma que este ato, o de cremar um corpo, traz sérias consequências ao corpo espiritual, se até então, este não houver desencarnado. Estas seriam sequelas que em uma vida futura poderia ocasionar traumas e dores indescritíveis, bem como um medo, um pavor natural ao fogo.

(Continua)…

Extraído do Livro A SEMENTE DO EXISTIR (Capitulo 03)
da autoria de Marcelo Motta.
Protocolo do Requerimento Nº 2018RJ__380 (459 folhas/Páginas).
Dados do requerente: Marcelo Jorge Pires Motta (Autor).
Esta obra foi devidamente registrada pela autoridade competente.
Portador da matricula SIAPE: 2062005 na data de 09 de maio de 2018.

OBS: Estou procurando uma Editora
que possa me oferecer o contrato padrão de dez por cento de capa,
para a realização deste e de outros livros da minha autoria.

 

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